Os produtores rurais do município de Guarabira na Paraíba fizeram um protesto em frente a agência do Banco do Nordeste contra a burocracia que é exigida pelo banco para a liberação de crédito para que os produtores possam comprar ração para alimentar o rebanho.
A dificuldade em conseguir crédito faz com que, a cada dia, o homem do campo veja o seu patrimônio se acabando. O Governo Federal precisa tomar medidas de forma concreta para que o sertão nordestino não se transforme em um verdadeiro deserto, devido a essa grande seca que enfrenta.
Protesto em frente ao Banco do Nordeste na cidade de Guaraíba na Paraíba. Os pequenos produtores sofrem com a seca e o banco tenta se aproveitar dos sofredores homens do campo, que são prejudicados com a alta burocracia para acessar o crédito emergencial como também a acentuada inadimplência devido a seca que castiga o Nordeste.
Imensa tristeza e revolta salta-me da alma. Esta imagem, este protesto são coisas que pensei nunca mais os presenciar. O problema da seca nordestina é por demais conhecido no Brasil e em todo o mundo, mas não se aprendeu absolutamente nada. Tudo continua o mesmo jeito: uma máquina estatal corroída, loucamente envenenada pela política predatória. Enquanto se gastam bilhões com copa do mundo que não nos legará coisa nenhuma, as famílias nordestinas do sertão e agora do brejo sofrem e se abismam diante de tanta omissão. O lamento só, não basta. Uma atitude se faz urgente. Nós que vivemos na diáspora, retirantes e retirados, gritamos a busca urgente de saída digna. Não é esmola, é a obrigação de zelar pelo bem-estar dos nossos cidadãos. Este protesto, depositado na frente do Banco do Nordeste, que só tem servido a latifúndios, na cidade de Guarabira, na Paraíba, hoje pela manhã, é apenas uma leve carícia no rosto malfadado de quem poderia fazer alguma coisa. Agradecemos à cobertura de Levy Santos, de Pilões, que flagrou o ato. (Laércio Glicerio - Face)










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