Coluna Fogo Cruzado – 22 de junho – Folha de Pernambuco
Pela pesquisa do Ibope/CNI divulgada na última quarta-feira, a presidente Dilma Rousseff perdeu oito pontos percentuais de popularidade em relação à pesquisa anterior, realizada em março, mas ainda é uma forte candidata para disputar a reeleição. O governo dela é aprovado por 55% dos brasileiros (bom e ótimo) e reprovado por 13% (ruim e péssimo). Bem verdade que perdeu musculatura no Sul e no Sudeste, porém no Nordeste o seu percentual de aprovação ainda é alto: 66%.
Não é esse, todavia, o dado mais interessante da pesquisa e sim a contradição que há entre a aprovação pessoal da presidente e a reprovação da atuação do governo dela em seis áreas nevrálgicas, a saber: segurança, saúde, educação, carga tributária, inflação e taxa de juros. Mais de 50% dos entrevistados disseram reprovar a atuação do governo nessas seis áreas, no entanto 55% aprovam esse mesmo governo, e 71% o “jeito” de a presidente administrar o país. Dá para entender?
A pesquisa, realizada no início do mês, não captou o efeito das manifestações que ocorreram anteontem em várias capitais do país, entre elas o Recife. Mas é pouco provável que tenha havido mudanças de lá para cá porque os protestos não foram contra Dilma, isoladamente, e sim contra o Brasil do conchavo, do jeitinho, da corrupção, da impunidade, das alianças espúrias, da falta de representatividade dos partidos políticos, etc. De qualquer sorte, serviram para abrir os olhos dos governos.
A cassação – Processado pela Câmara Municipal de Altinho por quebra do decoro parlamentar, o vereador José Alves da Silva, conhecido na cidade como “Peba”, tem faltado às sessões para não ser notificado. Mas o presidente Antonio Marcos Silva já o notificou pelo Diário Oficial.
A pressa – O ministro Fernando Bezerra deixou escapar para amigos do Recife que antes do final de setembro terá uma conversa com Eduardo Campos para saber se será ou não o candidato dele ao governo estadual. Se ouvir um “não”, ainda terá tempo para mudar de partido.
Que reforma? – Depois do “recado das ruas”, diz o deputado Sérgio Guerra (PSDB), não resta outra coisa ao Congresso senão fazer a reforma política, mas que reforma? Com ou sem o voto distrital? Com ou sem parlamentarismo? Com ou sem voto em lista pré-ordenada? Com ou sem financiamento público de campanha? Nada disso ainda está claro na cabeça da população.
Ao arquivo – O vereador Dimas Dantas (PP) arquivou o projeto de candidatar-se a deputado estadual em 2014 porque foi convidado pelo prefeito Édson Vieira (PSDB) para assumir a Secretaria de Educação de Santa Cruz do Capibaribe. A candidatura dele seria uma “pedra no caminho” do deputado Diogo Moraes (PSB), aliado do prefeito e postulante à reeleição.
Pelo avô – Embora não seja eleitor de Aécio Neves, o prefeito José Queiroz (PDT) iria recebê-lo amanhã, em Caruaru, se ele não tivesse cancelado a viagem, como candidato ao Planalto. Seria uma deferência ao neto de Tancredo, que começou por lá em 1984 a campanha das “diretas já”.
O protesto – Do ex-prefeito de Bonito e consultor de municípios, Laércio Queiroz, sobre o protesto dos jovens recifenses na última 5ª feira: “O Brasil cansou dessa ditadura federativa, que não é culpa de Dilma e sim do modelo. Se eu fosse mais novo 20 anos, também estaria lá”.
Às claras – O ex “cara pintada” Lindberd Farias (PT), hoje senador pelo Rio de Janeiro, promete empenhar-se para que o Senado aprove rápido o projeto de lei que isenta de impostos os insumos utilizados nos transportes coletivos, além do óleo diesel. Mas os donos de ônibus vão ter que apresentar as planilhas de custos, sob pena de não terem direito aos benefícios, disse ele.
A posse – O ex-prefeito do Cabo, Lula Cabral (PSC), ainda não marcou a data da posse na presidência da Junta Comercial. Quem está respondendo pelo órgão é o vice-presidente Bruno Brennand. Lula foi o sexto ex-prefeito convidado por Eduardo Campos para trabalhar no governo estadual.
Pela paz – Milhares de jovens recifenses que participaram da passeata da última quinta-feira vestiam camiseta (os homens) ou blusa (as mulheres) branca. Se foi influência ou não de Eduardo Campos, que fez do “branco” a cor oficial de sua campanha à reeleição em 2010, iremos saber mais adiante.
Pela pesquisa do Ibope/CNI divulgada na última quarta-feira, a presidente Dilma Rousseff perdeu oito pontos percentuais de popularidade em relação à pesquisa anterior, realizada em março, mas ainda é uma forte candidata para disputar a reeleição. O governo dela é aprovado por 55% dos brasileiros (bom e ótimo) e reprovado por 13% (ruim e péssimo). Bem verdade que perdeu musculatura no Sul e no Sudeste, porém no Nordeste o seu percentual de aprovação ainda é alto: 66%.
Não é esse, todavia, o dado mais interessante da pesquisa e sim a contradição que há entre a aprovação pessoal da presidente e a reprovação da atuação do governo dela em seis áreas nevrálgicas, a saber: segurança, saúde, educação, carga tributária, inflação e taxa de juros. Mais de 50% dos entrevistados disseram reprovar a atuação do governo nessas seis áreas, no entanto 55% aprovam esse mesmo governo, e 71% o “jeito” de a presidente administrar o país. Dá para entender?
A pesquisa, realizada no início do mês, não captou o efeito das manifestações que ocorreram anteontem em várias capitais do país, entre elas o Recife. Mas é pouco provável que tenha havido mudanças de lá para cá porque os protestos não foram contra Dilma, isoladamente, e sim contra o Brasil do conchavo, do jeitinho, da corrupção, da impunidade, das alianças espúrias, da falta de representatividade dos partidos políticos, etc. De qualquer sorte, serviram para abrir os olhos dos governos.
A cassação – Processado pela Câmara Municipal de Altinho por quebra do decoro parlamentar, o vereador José Alves da Silva, conhecido na cidade como “Peba”, tem faltado às sessões para não ser notificado. Mas o presidente Antonio Marcos Silva já o notificou pelo Diário Oficial.
A pressa – O ministro Fernando Bezerra deixou escapar para amigos do Recife que antes do final de setembro terá uma conversa com Eduardo Campos para saber se será ou não o candidato dele ao governo estadual. Se ouvir um “não”, ainda terá tempo para mudar de partido.
Que reforma? – Depois do “recado das ruas”, diz o deputado Sérgio Guerra (PSDB), não resta outra coisa ao Congresso senão fazer a reforma política, mas que reforma? Com ou sem o voto distrital? Com ou sem parlamentarismo? Com ou sem voto em lista pré-ordenada? Com ou sem financiamento público de campanha? Nada disso ainda está claro na cabeça da população.
Ao arquivo – O vereador Dimas Dantas (PP) arquivou o projeto de candidatar-se a deputado estadual em 2014 porque foi convidado pelo prefeito Édson Vieira (PSDB) para assumir a Secretaria de Educação de Santa Cruz do Capibaribe. A candidatura dele seria uma “pedra no caminho” do deputado Diogo Moraes (PSB), aliado do prefeito e postulante à reeleição.
Pelo avô – Embora não seja eleitor de Aécio Neves, o prefeito José Queiroz (PDT) iria recebê-lo amanhã, em Caruaru, se ele não tivesse cancelado a viagem, como candidato ao Planalto. Seria uma deferência ao neto de Tancredo, que começou por lá em 1984 a campanha das “diretas já”.
O protesto – Do ex-prefeito de Bonito e consultor de municípios, Laércio Queiroz, sobre o protesto dos jovens recifenses na última 5ª feira: “O Brasil cansou dessa ditadura federativa, que não é culpa de Dilma e sim do modelo. Se eu fosse mais novo 20 anos, também estaria lá”.
Às claras – O ex “cara pintada” Lindberd Farias (PT), hoje senador pelo Rio de Janeiro, promete empenhar-se para que o Senado aprove rápido o projeto de lei que isenta de impostos os insumos utilizados nos transportes coletivos, além do óleo diesel. Mas os donos de ônibus vão ter que apresentar as planilhas de custos, sob pena de não terem direito aos benefícios, disse ele.
A posse – O ex-prefeito do Cabo, Lula Cabral (PSC), ainda não marcou a data da posse na presidência da Junta Comercial. Quem está respondendo pelo órgão é o vice-presidente Bruno Brennand. Lula foi o sexto ex-prefeito convidado por Eduardo Campos para trabalhar no governo estadual.
Pela paz – Milhares de jovens recifenses que participaram da passeata da última quinta-feira vestiam camiseta (os homens) ou blusa (as mulheres) branca. Se foi influência ou não de Eduardo Campos, que fez do “branco” a cor oficial de sua campanha à reeleição em 2010, iremos saber mais adiante.
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