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domingo, 30 de junho de 2013

Brasil goleia a Espanha por 3 a 0 e é tetracampeão


Seleção bate os atuais campeões mundiais por 3 a 0, com gols de Fred e Neymar, na final da Copa das Confederações. Torcida cantou o jogo todo no Maracanã.
Foto: Lancenet
Nada da posse de bola campeã do mundo, nem tampouco o favoritismo da Fúria nas quatro linhas. Neste domingo (30), o Brasil bateu a Espanha por 3 a 0, em Maracanã lotado e sagrou-se campeão da Copa das Confederações de 2013. Esbanjando disciplina tática e determinação, a canarinho venceu com gols de Fred (duas vezes) e de Neymar. Para além da festa nas arquibancadas e nas ruas do país, a equipe de Felipão impôs sua identidade e força. E confiança necessária para chegar bem ao Mundial de 2014.
De certo desde o apito inicial, era que o Brasil partiria para cima, buscando sufocar a saída de bola espanhola. Assim, poderia encontrar boas jogadas na área adversária. Foi o que aconteceu e, logo no primeiro minuto, o grito do torcedor ecoou no Maracanã. Hulk cruzou na direita, Neymar se livrou da marcação e bola sobrou para Fred, que mandou para as redes sentado no chão. Gol de centroavante, 1 a 0 para a canarinho.
Aos 15 minutos da primeira etapa, o Brasil desmistificava a supremacia da Fúria na posse de bola: 56 % a favor da equipe de Luiz Felipe Scolari. A esquadra espanhola não conseguia distribuir toques em sequência, barrados pela boa marcação dos brasileiros. Nas arquibancadas, gritos de "timinho" para os visitantes, "olés" e muitas vaias aos atuais campeões do mundo. Enquanto isso, o time da casa cheia insistiu em jogadas venenosas, especialmente com Fred, Neymar e Paulinho.
A Espanha aproveitou os raros espaços do esquema defensivo da seleção pentacampeã para chegar ao gol de Júlio César. Durante os primeiros 45 minutos, apenas dois levaram perigo à meta do camisa 12. Iniesta, aos 18, arriscou de fora da área e o goleiro mandou para escanteio. Em jogada articulada por Juan Mata, Pedro recebeu lançamento aos 40 e chutou rasteiro, na saída de Júlio. Quando o gol parecia claro, surgiu David Luiz e afastou a bola.
Em dia de correr atrás da bola, e não de tê-la, os espanhóis somaram lances faltosos e o clima entre as equipes ficou hostil durante alguns momentos. Amarelaram Arbeloa e Sergio Ramos, ambos por faltas sobre atacantes brasileiros. Aos 43, não conseguiram parar o destaque verde-amarelo. Neymar tabelou com Oscar e carimbou um balaço, sem qualquer chance para Iker Casillas: Brasil foi ao intervalo carimbando o possível favoritismo espanhol com um 2 a 0.
O segundo tempo começou com um repeteco. No primeiro minuto, gol da seleção brasileira. Hulk, desta vez pela esquerda, abre para Neymar, que deixou passar, e a bola sobrou para a Fred ampliar o marcador: 3 a 0. Era decretada, ali, uma noite de Espanha desestabilizada em campo. As jogadas de meio campo da Fúria não encontravam rumo e nem no lance mais claro uma finalização era concretizada.
Surgiu a chance de reação europeia no jogo em cobrança de pênalti. Marcelo derrubou Jesus Navas dentro da área, aos 8. Candidato a melhor jogador da Copa das Confederações, Sergio Ramos desperdiçou a cobrança, mandando pelo lado direito de Júlio César. Depois da penalidade, a torcida desembestou a cantar: "é campeão! É campeão". A festa no Maracanã não baixou de volume em um minuto sequer.
Até em lance de expulsão, o público não perdeu a chance de tirar brincadeiras com o adversário. Neymar puxou contra-ataque veloz, numa bela jogada, quando foi derrubado pelo Piqué. Aos 22, o zagueiro do Barcelona levou cartão vermelho pela entrada violenta sobre o companheiro de clube. Imediatamente, a torcida passou a gritar o nome da cantora Shakira, esposa do defensor espanhol.
O Brasil sustentou durante os noventa minutos a disciplina tática, determinação e bom aproveitamento nos contra-ataques. Mas, principalmente, o volume de jogo sobre a Espanha, que não conseguiu se desvencilhar da intensa marcação. Quando chegava a incomodar na área brasileira, Júlio César e David Luiz foram seguros e destaques defensivos.
Aos 34, o atacante Fred - autor de dois gols - foi ovacionado na saída de campo. O artilheiro da Copa das Confederações, ao lado de Fernando Torres, saiu para a entrada de Jô. E teve seu nome gritado por todo o estádio Maracanã. Gratidão pela boa exibição da seleção num dos palcos mais tradicionais da história do futebol. Combustível essencial para a Copa do Mundo 2014, que não tarda a chegar.

esportes.opovo.com.br



O campeão voltou! Brasil atropela a Espanha no Maracanã: 3 a 0

Vitória, com dois gols de Fred e um de Neymar, dá à Seleção seu quarto título da Copa das Confederações. Espanha não perdia há 29 jogos

Por Alexandre Alliatti Rio de Janeiro
Não tem balança que defina o peso de uma camisa. Tradição não se mede com uma régua, não se calcula com uma máquina. Mas existem Campeões, com letra maiúscula, e campeões. Existem Seleções, com letra maiúscula, e seleções. E existem pentacampeões. Com vitória de 3 a 0 no Maracanã, o Brasil mostrou ao (ex?) melhor time do mundo que não é da noite para o dia que cinco estrelas vão parar em um peito. Fred, destruidor, marcou duas vezes. Neymar, eleito o melhor em campo, fez o outro. O Brasil é campeão da Copa das Confederações pela quarta vez. Campeão em uma noite em que a torcida resumiu tudo ao gritar:
- Ôoooo, o campeão voltou! O campeão voltou!
Fred gol final Brasil Espanha (Foto: Reuters) 
Fred, destruidor, faz dois gols e Brasil atropela a Espanha no Maracanã (Foto: Reuters)
O campeão voltou jogando um absurdo. David Luiz talvez tenha feito a melhor partida da vida. Neymar foi infernal como poucos sabem ser. Hulk assinou seu atestado de permanência no time. E Fred foi Fred, foi matador, foi aquele sujeito que nasceu para vestir a 9.

Um dia cairia a casa da Espanha, esse timaço que tanto, e a tantos, encantou nos últimos anos. A Roja não perdia há 29 partidas - consideradas as oficiais. Pois aconteceu justamente contra um adversário no qual eles mesmos se espelham, contra a escola que, não por acaso, é chamada de “jogo bonito”. A Fúria, que certamente seguirá forte na Copa de 2014, foi engolida em campo. Não é exagero: foi um passeio, um baile, um chocolate. Uma vitória que a torcida novamente soube resumir:

- Oooooooooolé! Oooooooolé! Oooooooolé!
Um atropelamento
Fred é um caso para se estudar. Ele faz gol de pé – aos montes. Faz gol no ar – às pencas. Mas, cá entre nós, gol deitado não é em toda lua cheia que sai. Que gol. Que gol. Eram só dois minutos do primeiro tempo. Do concreto cheirando a novo do Maracanã, parecia pulsar um organismo vivo, como se o estádio fosse, por si só, um torcedor – o maior dos torcedores.
Fred gol Brasil final Espanha  (Foto: Ivo Gonzalez / Agencia O Globo) 
Habitat natural: dentro do gol, Fred comemora (Foto: Ivo Gonzalez / Agencia O Globo)
Hulk recebeu da direita e mandou na área, enquanto urros de otimismo saíam das cadeiras. Fred foi na jogada. Neymar também. O camisa 9 desabou no chão. E a bola, companheira como o mais fiel dos cães, resolveu se aninhar nele. Reparemos que o jogador tinha um milésimo de segundo para pensar, feito o sujeito que precisa decidir se corta o fio azul ou o vermelho na hora de desativar uma bomba prestes a explodir. Fred foi ágil. Foi decidido. Deitado, no pequeno espaço de campo onde estava, encaixou o pé sob a bola e a ergueu. Casillas foi vencido. Gol do Brasil. Gol de Fred.
Ah, aí o Maracanã entrou numa euforia que parecia guardada nos três anos em que o estádio ficou fechado. Por uns 15 minutos, a Espanha pareceu atordoada. Paulinho, por cobertura, quase fez um gol histórico, mas Casillas salvou. Arbeloa, logo depois, levou amarelo ao evitar arrancada de Neymar que fatalmente renderia gol. Era impressionante a superioridade do Brasil.
Neymar comemoração gol final Brasil Espanha (Foto: AP) 
Neymar comemora segundo gol do Brasil, uma pancada de esquerda (Foto: AP)
Do outro lado, porém, estava a Espanha. Aos poucos, a Fúria começou a reagir. Voltou a ter mais posse de bola – uma tatuagem de seu futebol. Deu sinais de que poderia empatar. Iniesta bateu de fora da área, e Julio César espalmou. Pedro, livre pela direita, bateu cruzado após passe de Mata, e David Luiz (enorme em campo) cortou quase em cima da linha.
A Espanha se acalmou, entrou no jogo, enfrentou o Brasil. Mas a Seleção jamais deixou de buscar o segundo gol.  Fred bateu cruzado, para fora. Também tentou de cabeça, novamente fora do alvo. E recebeu livre, frente a frente com Casillas, mas chutou em cima do goleiro.
Enquanto isso, Neymar era arisco, envolvente, agudo. Participava dos ataques. Parecia bufar em busca de um gol. E conseguiu. Foi aos 44 minutos. Ele pegou a bola pela esquerda, acionou Oscar e logo recebeu de volta. Nem pensou: já emendou um chute seco, forte, no ângulo. Casillas vai passar o resto da vida procurando a bola. Que pancada: 2 a 0.
Festa completa: mais um de Fred
 Gerard Pique cartão vermelho final jogo Espanha Brasil (Foto: Reuters) 
Piqué expulso por falta em Neymar. Brasil muito
superior em campo (Foto: Reuters)
E não é que tinha como ficar melhor? Veio o segundo tempo, e o Brasil logo fez mais um. Com Fred, sempre com Fred. Aos dois minutos, Hulk acionou Neymar, que teve inteligência para dar, vender e emprestar ao deixar a bola passar para o centroavante. A conclusão foi precisa, no cantinho. Casillas ainda tocou nela. Em vão: era o terceiro gol.
Acabou. A Espanha, por melhor que seja, por mais talento que tenha, não poderia virar. Mas bem que tentou. Aos oito minutos, Marcelo fez pênalti em Navas. Poderia ser a sobrevida do adversário, não fosse esse domingo um dia dedicado ao Brasil. Sergio Ramos bateu. Para fora. A torcida vibrou como se fosse gol.
O Brasil seguiu atacando. A Espanha também. Em uma arrancada verde-amarela, Piqué derrubou Neymar, seu futuro colega de Barcelona, e foi expulso. Estava aberto o caminho para mais gols.
Mas eles não saíram. O Brasil teve outras chances, inclusive em contra-ataques com quatro jogadores contra dois. Falhou em um detalhe ou outro – um conforto permitido àqueles que têm a vitória nas mãos. A Espanha, com Villa em campo, teve honradez para sempre buscar seu gol, como se estivesse 0 a 0.
Inútil. Era a noite da queda dos grandes campeões mundiais, dos grandes bicampeões europeus. Acima de tudo, era a noite do retorno do maior campeão.
jogadores brasil comemoração final copa das confederações (Foto: Alexandre Durão / Globoesporte.com) 
Jogadores festejam em campo após o apito final (Foto: Alexandre Durão / Globoesporte.com)

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