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segunda-feira, 18 de março de 2013

Problema da Seca em Belo Jardim Ganha o Mundo


Sustentabilidade - Atlanta na Geórgia no sul dos Estados Unidos e Belo Jardim em Pernambuco no Nordeste do Brasil são dois modelos de cidade completamente diferentes, uma no hemisfério norte e outra no sul, mas que  enfrentam imensos desafios comuns de falta de água.  Ambas necessitam de ações urgentes dos líderes locais  com relação ao acesso e escassez de água em seus mananciais e reservatórios.

Enquanto Atlanta com 5.4 milhões de habitantes está promovendo uma verdadeira guerra contra desperdício e aplicando planos e ações de sustentabilidade inteligentes, a situação em Belo Jardim com cerca 80 mil habitantes com uma área de 648 km2 no bioma da Caatinga é super crítica com a falta de ação dos líderes municipais na educação da população para poupar água.
Sustentabilidade - Níveis Crítcos Atuais do Açude Bituri em Belo Jardim (Crédito:   Valdemir Cintra)
Sustentabilidade – Níveis Crítcos Atuais do Açude Bituri em Belo Jardim (Crédito: Valdemir Cintra)
Tanto Atlanta como Belo Jardim dependem de fonte finita de água superficial armazenada em reservatórios (Lago Laneir na Geórgia e as Barragens do Buturi, Ipojuca e Tabocas em Pernambuco) que devido a secas prolongadas chegaram a níveis críticos.
São dois exemplos específicos de duas cidades em crise e dependentes, não de reservatórios subterrâneos, mas de reservatórios na superfície para suprir seus consumos.
Duas cidades situadas em países diferentes, mas com um grande desafio comum: a sustentabilidade do abastecimento de água para seus moradores.
Duas cidades bem diferentes, mas com pleno acesso a soluções, tecnologias e recursos sustentáveis disponíveis e prontas para ser implementadas. Atlanta está implementando, enquanto as lideranças de Belo Jardim estão esperando pelas chuvas com os reservatórios atingindo níveis críticos.
Neste texto vamos focalizar e apontar soluções para a situação dramática que vive a íncrivel Belo Jardim com relação aos seus açudes e mananciais.
So em termos de consideração, imaginem o que acontecerá, como já aconteceu em outras cidades do mundo, se Belo Jardim não tiver água suficiente para atender sua população? Será forçada em entrar em racionamentos e parar de crescer. Não vai poder atrair novos investimentos, negócios e empresas gerar empregros e rendas para sua população.
O que diferencia Belo Jardim na região onde está localizada no agreste Pernambucano é seu heroico e determinado povo e a fartura de água dos seus mananciais. Este diferencial de acesso a água pode estar com seus dias contados.
Será que as lideranças municipais, regionais e estaduais não veem que devem iniciar urgentes e maciças campanhas educacionais junto a população de controle de desperdício de água e projetos de educação ambiental e recuperação do meio ambiente protetor das bacias hidrográficas da cidade?
Se Belo Jardim perder este diferencial de água que tem, como a municipalidade poderá promover campanhas para atrair empresas para a cidade sem a mesma ter capacidade de absolver novos investimentos, negócios e novos empreendimentos pela falta de água?

Sustentabilidade – Um Plano com Soluções, Programas, Projetos e Recursos Identificados Respeitando as Aspirações da População e Fazendo de Belo Jardim uma Cidade Inteligente Sustentável

Sobre o ponto de vista de sustentabilidade inteligente ambiental, o que pode ser feito para evitar que uma calamidade como esta atinja nossa cidade?
Soluções sustentáveis inteligentes existem e estão disponíveis às lideranças municipais se quiserem seriamente enfrentar e solucionar este desafio.
No caso de Belo Jardim tempos passados colocamos tempo e esforço e elaboramos, a guisa de sugestão para nossa cidade natal e baseado nos anseios da população, um plano de desenvolvimento sustentável inteligente que contemplava uma série de programas e projetos impactos para gerar empregos, atrair investimentos-empresas e trazer prosperidade a curto e médio prazo para a cidade e os distritos de Xucuru (onde nasci), Serra dos Ventos (onde me criei) e Agua Fria (meu celeiro de frutas).
E mais importante, todos os recursos para o plano foram identificados e conversados tanto nacionalmente como no exterior e estavam esperando os projetos específicos para firmar comprometimento.
Como parte do plano, desenvolvemos, junto com o Eng. José André, um programa de sustentabilidade ambiental inteligente que contemplava a recuperação de nascentes, matas ciliares, ações de contenção e controle de assoreamento, estímulos e envolvimento dos produtores rurais em sustentabilidade.
Continha também um programa de educação ambiental junto a escolas e população, viveiros de mudas de plantas nativas, promoção do ecoturismo e várias outras ações de sustentabilidade ambiental inteligente que são importantíssimas para recuperar as nascentes que antes corriam para as bacias que abastecem os três açudes da cidade e criar empregos e renda para a população envolvida.
Contudo, o descaso de regras básicas de racionalidade e sustentabilidade ambiental nos três açudes estão e continuam acontecendo e nenhum plano colocado em prática. Os açudes estão com níveis bem baixos. Se não fosse o bombeamento do Ipojuca para o Bituri, este último já estaria praticamente vazio.
Hoje o que vemos é  falta de prioridade para solucionar o desafio ficando os líderes somente esperando que venham chuvas para resolver a situação momentaneamente.
Contudo, chuva sem a colocação em prática de um plano com projetos bem elaborados, identificando e sabendo de onde vem os recursos, contemplando restauração e proteção de nascentes, recuperação de matas ciliares, controle de assoreamento, educação ambiental, promoção do ecoturismo e vários outra medidas de sustentabilidade inteligente ambiental é só um band-aid ou simples curativo num corte sagrando pra valer.
Bem, esperamos que chova. Mas aí tudo mundo esquece do real problema ambiental que está assoreando e destruindo as nascentes e mananciais que abastecem os açudes. Será que vão permitir que a nossa brava cidade fique completamente sem água?
Quando é que nossos líderes vão olhar com seriedade para a questão da depredação dos mananciais do açude bitury e dos outros açudes da cidade e tomem medidas sustentáveis para salvar as fontes finitas de água para nossa cidade?
Séries Sustentabilidade Inteligente – Por: Dr. Aécio D’Silva, CEO, Moura Technologies & AIE-L

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