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terça-feira, 2 de julho de 2013

Presidenta Dilma despencar 27% na pesquisa de intenção de voto do Instituto Datafolha


A presidente Dilma pode ter entrado num processo de inviabilização da sua reeleição ao despencar 27% na pesquisa de intenção de voto do Instituto Datafolha. A queda, provocada pelas manifestações populares, provocou uma paranoia na chefona e entre os seus asseclas, mas deixou as viúvas de Lula felizes da vida.
 
Em sua grande maioria, os petistas não toleram a presidente e torcem para que Lula seja o candidato. Também não toleram Dilma senadores e deputados da base governista.
 
Igualmente não toleram os seus próprios ministros, principalmente aqueles que até hoje, com dois anos e meio de gestão, não tiveram ainda o direito de um despacho com a intragável. Dilma é arrogante, petulante, dona da verdade.
 
Dificilmente aceita ponderações, conselhos, o debate do contraditório. Antes, só aceitava as admoestações de Lula, mas até então despencar nas pesquisas não dava mais ouvidos ao seu padrinho político, com quem teve um arranca rabo em Paris e depois nunca mais a relação foi a mesma.
 
Se a eleição fosse hoje, haveria segundo turno e as chances de uma derrota batem à porta da presidente, que acha que o mundo gira em torno dela.
 
Lula tem lá os seus defeitos, o maior deles o de passar a mão na cabeça de corruptos que integraram a sua equipe e foram afastados por pressão da mídia. Mas tem virtudes, a maior delas, é a de saber ouvir e dialogar.
 
É, na verdade, um animal político, com identidade e cheiro de povo nunca vistos. Por isso mesmo, quando o PT se vê ameaçado de perder o poder, como agora, recorre de imediato à popularidade de Lula, já avaliado como imbatível em qualquer cenário eleitoral.
 
Mas é bom lembrar que se Lula vier a ser mesmo o candidato, ele também será responsabilizado pela herança eleitoral maldita do PT, que atende pelo nome de Dilma Rousseff.
 
PIOR CENÁRIO Hoje, segundo o Datafolha, só um em cada três brasileiros aprova a gestão da presidente Dilma com a queda de 27% em sua popularidade. Não será fácil reverter essa curva negativa porque em relação ao futuro todas as indicações são pessimistas, da economia ao cenário político. Isso significa que ela, com as manifestações a continuar pipocando em todo o País, pode cair ainda mais sem tábua de salvação.E com a chegada dos mais elogiados que estão crescendo, Marina Silva com 23% e Joaquim Barbosa com 15% que poderiam se unir e acabar de vez com toda essa vergonha que esta o Brasil. Embora tenha sido nomeado por Lula da Silva, Joaquim Barbosa  Não está a proteger os governantes - Lula da Silva e Dilma, ambos do PT - mas a seguir seus instintos e sua convição, como magistrado. Barbosa é de família extremamente pobre. O pai era pedreiro e tinha oito filhos, sendo Joaquim Barbosa o mais velho deles. Já Marina também vinha galgando para se destacar,  filha de seringueiro, conseguiu se alfabetizar no Mobral  aos 16 anos, graduada    em história Mais tarde fez especialização em teoria psicanalítica na Universidade de Brasília (UnB), e outra em psicopedagogia na Universidade Católica de Brasília (UCB). Marina estava terminando outra especialização em psicopedagogia na Argentina, interrompeu em 2010 pelo motivo de dedicação à campanha eleitoral, porém logo pretende retornar.

O TAMANHO DAS MUDANÇAS 

A julgar pelo tom médio dos comentários que li no fim de semana, estamos em uma situação pré-revolucionária a partir da qual nada mais será o mesmo na política brasileira. Até gostaria que fosse verdade, mas receio que a realidade seja um pouco mais pesada.

O futuro é, por definição, contingente e quase tudo pode acontecer. Ainda assim, algumas coisas são mais prováveis do que outras. Os protestos não durarão para sempre. Como escrevi numa coluna da semana passada, manifestações dão trabalho, impõem um ônus às cidades e acabam enjoando. Se democracia direta fosse bom, assembleias de condomínio seriam um sucesso. Não são. E esse é um dos motivos por que inventamos a democracia representativa.

É claro que algo desse movimento permanecerá, mas é cedo para uma avaliação definitiva. Se o passado serve de guia para o futuro, o quadro não é dos mais promissores. Após o impeachment de Fernando Collor, em 1992, boa parte dos brasileiros acreditávamos que o país abraçara um novo --e melhor-- paradigma no que diz respeito à tolerância para com os desmandos da classe política. Ainda que isso tenha ocorrido em algum grau, não foi o suficiente para evitar os muitos escândalos que se sucederam. A política mudou, mas muito menos do que desejaríamos.

Não estou dizendo que as manifestações sejam inúteis ou inoportunas. Só acho que, para além do impacto concreto e passageiro sobre tarifas, seu efeito positivo é um pouco mais sutil e indireto. Protestos são um sintoma de que, pouco a pouco, se constitui no Brasil uma sociedade civil mais articulada, capaz de cobrar seus governantes e por eles ser ouvida, e isso é importante para azeitar as instituições democráticas.

No fim das contas, o que distingue países que dão certo de nações fracassadas é a existência de estruturas que assegurem que o poder político e econômico não será monopolizado pela casta dirigente.

Fonte: Folha de S.Paulo

PORQUE A GENTE SONHA?

 
Em 1900, o austríaco Sigmund Freud causou uma revolução no estudo da mente ao publicar A Interpretação dos Sonhos. Nele, o pai da psicanálise contestava a noção bíblica de que os sonhos eram fenômenos sobrenaturais, dizendo que derivavam da psique humana. Decifrá-los, portanto, seria a chave para entender o que se passa dentro da nossa cabeça. Essas teorias foram ridicularizadas por muito tempo, mais de 100 anos depois, elas estão sendo testadas.

A primeira ideia de Freud confirmada pela ciência é a de que os sonhos seriam restos do dia. Ou seja: algo que acontece com você de dia reverbera durante os sonhos. A comprovação científica disso foi feita em 1989 por Constantine Pavlides e Jonathan Winson na Universidade Rockefeller. Ao observar cérebros de ratos, eles descobriram que os neurônios mais ativados durante o dia continuavam a ser ativados durante a noite. Do mesmo modo, os neurônios pouco ativados durante o dia tampouco eram durante a noite.

O que isso significa? “Significa, por exemplo, que, se uma pessoa teve hoje uma experiência marcante, a chance de essa experiência entrar em seu sonho é muito grande”, diz Sidarta Ribeiro, diretor de pesquisas do Instituto Internacional de Neurociências de Natal Edmond e Lily Safra (IINN–ELS). “Se ela foi atacada por um tubarão, é provável que sonhe com tubarão. Se foi para a guerra do Iraque, nos próximos anos vai sonhar com guerra. Isso é o resto diurno levado às últimas conseqüências.” Mas, como em nossa vida moderna ninguém tem experiências extremas todos os dias, os sonhos acabariam sendo uma mistura simbólica de um monte de coisas, como Fruem havia previsto.

Você pode sonhar hoje com tubarão, a manhã com jacaré, depois com afogamento, simbolizando todos eles uma mesma experiência. Mas de onde viriam aqueles sonhos malucos, com cenas que você nunca viu? Para a ciência, do seu inconsciente. É lá que estão guardadas as lembranças que você adquiriu ao longo da vida. Quando você dorme e começa a sonhar, seu sono entra na fase R EM (sigla em inglês para Movimento Rápido dos Olhos). “O sono REM faz ovos mexidos com suas memórias. Ele as concatena de uma forma não comum”, diz Sidarta.

Isso acontece porque o cérebro está em altíssima atividade nessa fase, mas não tem as informações sensoriais da vigília. Não conta com cheiros, imagens, sons nem outras informações que temos quando estamos acordados. A atividade sensorial está livre e vai aonde quiser, seguindo os caminhos mais usados – que são as memórias mais fortes. Ou seja: seus sonhos com imagens aparentemente inéditas seriam apenas combinações de uma série de símbolos que você já conhece de outras experiências. Ok, mas sonhar serve para o quê?

“Tudo indica que o sonho tem a função de simular comportamentos – tanto os que levam a recompensa (os bons) como os que levam a punição (os pesadelos)”, diz Sidarta Ribeiro. “Portanto, sua função seria evitar ações que resultem em punição e procurar aquelas que levam à satisfação do desejo.” Esse processo funcionaria da seguinte forma. Imagine uma cotia. Seu pesadelo é que a jaguatirica apareça quando ela estiver bebendo água.

Assim, da próxima vez que for ao lago, essa memória voltará e ela terá mais cuidado (evitando a punição). E o sonho bom da cotia? É encontrar um campo com sementes gostosas. Portanto, se ontem ela passou num lugar que tinha sementes, seu sonho será ela voltando àquele lugar, pois talvez haja mais alimento a li amanhã (levando à recompensa). O curioso é que essa tese combina, de certa forma, com a idéia freudiana de que a função dos sonhos é a satisfação do desejo, teoria que havia se tornado motivo de chacota nas últimas décadas.

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